Prismáticos Nação Global Cabo-verdiana

 

A melhor forma de afirmar Cabo Verde será através da sua condição insular e diaspórica. Ainda que sejamos pequenos e sem escala, precisamos de nos libertar das amarras de um Estado excessivamente centralizado. Impõe-se, como devir, o assumir da Nação Global Cabo-verdiana. Só há verdadeira coesão nacional, algo que transcende o espaço territorial, se houver integração da miríade das nossas comunidades nas ilhas/regiões e das nossas comunidades emigradas/espalhadas pelo mundo. Este assunto tornado «controverso e delicado», terá de vir à colação e de ser debatido sem complexos, nem tabus pelos cabo-verdianos.

 

Do De Repente Califórnia

Agora, deu-me de cantar feliz aquele rock antigo de Lulu Santos. Talvez porque o biquíni, por conta da proibição, esteja a perder terreno pelo burquíni. Já dizia o outro que jamais uma maçã foi tão apetitosa quanto aquela proibida. Desobedecei, cidadãos; uni-vos, desobedientes. Liberdade, igualdade, fraternidade, cachimbo da paz, outra coisa qualquer. Deliciosa aquela maçã do paraíso. Afora isso, apetece curtir o frisson da burka em França ou da minissaia na Arábia Saudita. Praias de nudismo precisam-se, de franquia solta e sem portagem, por utopia maior do Estado laico e secular. Sem concordatas e guerras-santas, dogmas e excrescências afins. Vamos ‘mas é’ curtir uma praia, tipo Garota, eu vou pra Califórnia. Surfar, soltar-se. Na asa-delta. Sem sunga, mas com swing…o vento beija meus cabelos/as ondas lambem minhas pernas/o sol abraça o meu corpo/meu coração canta feliz…

 

Up

António Guterres, ex-primeiro ministro português, venceu a terceira votação informal da corrida para secretário-geral das Nações Unidas com 11 votos a favor, 3 contra e um neutro. Brevemente, será marcada uma quarta votação para os membros permanentes do Conselho de Segurança, onde Guterres está bem posicionado, apesar de o atual secretário-geral Ban Ki-moon haver rompido a isenção e explicitado por outra preferência.

 

On the line

 Change is on the line. Ela não cai do céu, nem a toque de caixa. Não poderemos romper o atual estágio (que não é de todo salutar) com um sistema produtivo debilitado, um quadro fiscal desmotivador do investimento e uma opinião pública determinada ao ‘sigui sabura’. Isso, para além da pouca diversidade funcional. Torna-se oportuno outro registo e novo paradigma.

 

Down

O Senado brasileiro, reunido como órgão judiciário, assume a farsa discricionária – e por razões estritamente políticas – de Golpe de Estado Parlamentar. Pura conspiração política. Uma Presidente a ser destituída sem crime de responsabilidade fiscal configura um motivo pífio para o Estado de Direito e uma dura machadada para o processo democrático brasileiro. Dilma Roussef, personagem que, entre os seus defeitos, “não estão a covardia e a deslealdade”, prepara-se para sair de cara levantada.

 

Filinto Elísio, Poeta, editor e cronista cabo-verdiano. Escreve uma vez por mês nas páginas do Ponto Final.

 

Advertisements
Standard

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s