Uma obra que honra a história de Macau

[Putaoya]

João Paulo Meneses

A recente publicação dos quatro volumes da “nova” Cronologia da História de Macau é um facto que merece os maiores elogios – à autora e ao editor (e, já agora, aos patrocinadores).

Trata-se de uma obra monumental, como monumental é a história de Macau. E se monumental não é a palavra que melhor descreve a riqueza, diversidade e extensão desta mesma história é apenas por me faltar outra melhor.

Se há uma área do conhecimento, em e sobre Macau, na qual podemos estar todos de acordo é sobre a história – a história que os portugueses ajudaram a construir ao longo de 500 anos.

E entre a vastíssima bibliografia relacionada com a história de Macau faltava uma obra como esta.

Claro que havia os cinco volumes da “Cronologia da História de Macau” que Beatriz Basto da Silva foi publicando entre 1992 e 1998. Mas, além de estarem esgotadíssimos (sobretudo os primeiros), estavam bastante incompletos.

O que agora fez a autora, juntamente com Rogério Beltrão Coelho, da Livros do Oriente, foi completar com mais informação (com mais critério), dar uniformidade à obra e juntar-lhe um conjunto de preciosos índices, que – tudo junto – tornam a caixa em que é vendida a “Cronologia da História de Macau” uma obra de absoluta referência.

É a cronologia definitiva da história de Macau?
Não é nem podia ser.

Não é porque qualquer leitor pode contestar determinada ausência ou a insistência em determinado tema (por exemplo, há muito pouca atenção a factos históricos relacionados com a economia na segunda metade do século XX).

Mas também não podia ser porque uma cronologia dificilmente é definitiva. E não é por o tempo a desactualizar rapidamente. É porque novas fontes (uma investigação histórica ou jornalística, um livro de memórias, etc.) trazem novas informações.

As ‘imperfeições’ não diminuem esta obra.

Os quatro volumes da “Cronologia da História de Macau”, desde o século XVI (a autora até começa antes, mas é a partir de 1510 que temos história em Macau [1510, o ano a partir do qual se dá o início da história moderna da China, segundo Jing Guo Ping e Wu Zhiliang, como lembra a autora]) até 20 de Dezembro de 1999 passam a ser obrigatórios para todos quantos escrevem sobre Macau.

Ou como diz Luis Filipe Barreto a fechar o prefácio, “todos os que sentem e pulsam Macau (…) estão agradecidos à autora de um trabalho árduo mas essencial para a objectiva compreensão desta terra e das suas gentes do passado, presente e futuro”.

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