Portugal e China: estado de arte

 

Rita Assis Ferreira*

As relações entre Portugal e China, que remontam há mais de 500 anos, têm evoluído de forma muito positiva especialmente nos últimos cinco anos. Portugal tornou-se para a China o país europeu de eleição para investimentos chineses, seja de grandes empresas detidas pelos Estado Chinês, seja para particulares que desfrutam de Portugal como destino turístico ou residencial.

Portugal tem potenciado à China condições de investimento muito vantajosas, apresentando um ambiente de negócios seguro, estável e propício à criação de pequenas e médias empresas de origem chinesa. Igualmente Portugal tem-se destacado como um país repleto de oportunidades de investimentos em grandes empresas portuguesas em sectores determinantes como a energia, seguros e saúde.

Recordo-me bem há quatro anos, quando mudei a minha vida pessoal e profissional para Pequim, que Portugal era maioritariamente conhecido na China pelas suas estrelas do mundo do futebol. Atualmente os encantos de Portugal incluem as suas paisagens, o clima, o sabor da sua comida, a simpatia do povo e as oportunidades de negócio.

Claramente Portugal soube posicionar-se no mercado chinês e muito mais há ainda a fazer. Há de facto oportunidades também para os portugueses na Ásia, para aqueles que se atrevem a ir conhecer o Oriente, a aculturar-se com os empresários chineses, e investir nos relacionamentos pessoais e profissionais a longo prazo e a investir na imagem e divulgação dos produtos e das empresas portuguesas no mercado asiático. As relações entre dois países, para serem duradouras, têm de ser recíprocas. É como um casamento. Não se pode esperar que apenas um lado invista, mantenha, aprofunde a relação e receba os seus frutos. Assim corremos o risco de Portugal “passar de moda” e ser esquecido.

Noto com entusiasmo que começa a existir esta estratégia de investimento de algumas empresas portuguesas na China, o que é muito meritório. Movimento este que, a acentuar-se, permitirá às empresas afirmarem-se no mercado chinês pelos seus produtos diferenciados e pelo know how. E também elas colher os resultados a longo prazo desta grande aposta!

O que as empresas devem ter em conta ao entrar em território chinês 

O mercado chinês é complexo e multicultural devido às diferentes formas de atuação dos seus players. Desde as empresas detidas pelo Estado (as chamadas SOES), às empresas privadas chinesas com dimensão muito superior à maioria das empresas portuguesas, desde a forma de negociação mais característica no Norte da China que contrasta com o espírito comercial do Sul da China, passando pelos mercados mais abertos de Hong Kong e Macau. Todos estes aspetos diferenciadores (e nem sempre fáceis de conhecer) devem ser analisados e ponderados pelas empresas estrangeiras que pretendem abordar o mercado chinês.

O primeiro conselho será o de contactar os seus Advogados, de preferência PLMJ que conta com vasta experiência no mercado Chinês. Isto porque na nossa filosofia é mais importante e eficiente adoptar uma postura preventiva num novo mercado. Essa postura permite tirar partido da nossa experiência – e dos nossos parceiros locais – para evitar erros que, recorrentemente, são cometidos quando se entra num novo mercado. Nesse primeiro contacto, e tendo em conta a dimensão, área de negócio e parceiro local, PLMJ ajudará a encontrar a melhor estratégia de proteção jurídica do negócio, bem como poderá alertar para riscos existentes e que decorrem das enormes diferenças no ambiente de negócios na China e em Portugal, assim como as principais características do sistema jurídico chinês.

Através da parceria com DSL, em Macau, e com escritórios chineses, na China, e sendo PLMJ o maior escritório de Portugal e dos países de língua portuguesa, o acompanhamento a Clientes portugueses que queiram entrar na China é muito facilitado. PLMJ, com a sua network internacional, permite ao Cliente coordenar e acompanhar a partir de Portugal todo o trabalho realizado nos países de destino. PLMJ assume, assim, parte dos custos de localização dos seus clientes, retirando da equação questões como a dificuldade linguística, a diferença horária e a adaptação cultural, além de garantir a qualidade da prestação de serviços jurídicos ao nível do que habituou os seus clientes durante mais de 40 anos em Portugal.
PLMJ conta com uma Equipa residente de Advogados portugueses e chineses na China há mais de quatro anos estando a prestar assessoria jurídica a diversas empresas portuguesas com investimentos no mercado asiático.

* Associada Sénior PLMJ China Desk

 

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