Drogas para totós  

Tapau no bufê

Rodrigo de Matos

Há pessoas que se drogam. Literalmente. Na semana passada, estive numa conferência de imprensa em que foram revelados resultados de estudos que concluíram que havia no ano passado mais 49 por cento de estudantes do ensino secundário a consumirem marijuana, heroína, pastilhas e outras drogas do que havia em 2010.

Note-se que em “outras drogas” não se incluem álcool nem tabaco. Estamos a falar aqui de drogas proibidas. Porque essas é que são mesmo más. Uuuuh!!… Ou seja, pode dizer-se, no fundo, que existem drogas boas e drogas más. As drogas boas são aquelas que não fazem mal à saúde, tirando uma cirrose do fígado ou um cancrozinho do pulmão. Coisa pouca. Drogas boas são aquelas que fazem com que os indivíduos sob o seu efeito não estejam tão fora de si a ponto de assumir comportamentos que possam prejudicar o seu semelhante. Tirando um acidentezinho de trânsito com vítimas mortais aqui, uma violenciazita gratuita ali, uns fumadores passivos acolá, álcool e tabaco são drogas perfeitamente saudáveis e, não só têm todas as qualidades que justificam que sejam permitidas, como deviam ser estimuladas.

As drogas más, como a marijuana, por outro lado, são o diabo e devem ser punidas com todo o rigor da lei. Embora a marijuana, a cocaína e a heroína sejam tão diferentes, tanto em termos de efeitos, como de habituação, são todas demoníacas e é preciso travar uma guerra santa contra quem trafica e quem consome. Mas há muita ignorância à volta da droga. É preciso saber do que se está a falar quando se decide proibir o que quer que seja. Então, o Tapau no bufê, assumindo a natureza pedagógica a que já habituou os seus leitores, decide explicar de uma vez por todas: drogas, o que são?

Ora, as drogas são coisas que, experimentadas uma vez, são maravilhosas. Não é à toa que inundam a história deste milénio. Quando se prova, os seus efeitos, da euforia ao relaxamento, passando por alguns êxtases e alucinações oníricas, são tão fabulosos que a vida parece ganhar outras cores. As drogas parecem ser a solução perfeita para os nossos problemas. Na verdade, são tão boas que vão arruinar a nossa vida!

Mas não se pode ter demasiado de uma coisa muito boa. Tudo o que é em excesso faz mal. Heroína é um exemplo extremo, uma vez que demasiada heroína não é só mau… é morte. É só então que uma pessoa descobre que exagerou. “Espera. Parece que morri. Oh, caraças, se calhar tomei demasiada heroína!…”

De qualquer forma, acho que as autoridades deviam ter mão pesada contra as drogas. Por tudo isto que já referi e também porque as pessoas que tomam drogas não batem bem. As drogas, além de todo o mal que fazem à saúde, afectam-nos a maneira de pensar. Em casos extremos, podem mesmo causar esquizofrenia e bipolaridade. Não pode nada. Pode sim, cala-te! Estúpido!…

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