Caro Director do “Ponto Final”

Cumpre-me agradecer todo o apoio que a editora Livros do Oriente tem recebido do “Ponto Final” na divulgação das acções integradas nos seus 25 anos de actividade.

Tal tem contribuído, de forma decisiva, para a divulgação dos autores e das suas obras, função primeira de um editor.

Na edição de ontem, dia 15 de Abril, uma vez mais a Livros do Oriente mereceu destaque com a peça “Livros do Oriente completa 25 anos a registar a história de Macau”, relativa ao lançamento da biografia de D. José da Costa Nunes, de autoria de Maria Guiomar Lima.

Talvez pela rapidez com que se desenvolveu a conversa com a vossa jornalista (minutos antes do início da cerimónia) ou porque eu me tenha explicado mal, falha por que me penitencio, a peça não reflecte exactamente (ou de alguma forma desvirtua) aquilo que eu pretendia transmitir.

A editora Livros do Oriente “não é [em Macau] a única editora que pode ser considerada como tal…”

O que pretendi salientar (recordando um debate na “Rota das Letras” sobre edição em que participei juntamente com Francisco José Viegas, Maria Roseira Pedreira e Cecília Jorge) é que, ao contrário do que se passa em Portugal onde os editores (segundo os dois editores da Quetzal e da Leya) já quase não têm tempo sequer para ler os originais, em Macau o editor tem ainda o privilégio de acompanhar a edição, desde a descoberta do autor até a que se esgote o último exemplar editado.

Quanto a gostarmos “de reforçar a publicação de obras de divulgação da cultura chinesa” naturalmente que consideramos esta vertente, mas o que foi dito – e é o mais importante – é que Macau deveria desempenhar o papel de intermediário na divulgação da literatura chinesa junto do universo de língua portuguesa.

Para tal tem todas as condições: estar integrada na China, ter mais facilidade nas traduções e (ao que parece) não ter problemas de financiamento para um projecto desta natureza.

Finalmente (e para não entrar noutros pormenores) fiz questão de destacar o papel que, neste sentido (divulgação da cultura chinesa) está a ser feito, com oportunidade e qualidade, pela editora “Livros do Meio”, de Carlos Morais José.

Porque é meu princípio defender a cooperação entre pares e não deixar de sublinhar o que de positivo – e com sacrifício – se vai fazendo pela cultura em Macau.

Com os melhores cumprimentos

Rogério Beltrão Coelho

Editor

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