Não há Liedson que resolva

Pode ir à sua vida

Sandra Lobo Pimentel

A Associação de Futebol de Macau volta este ano a ser a grande protagonista do arranque dos campeonatos. Tudo por causa das datas de início, oficiais, menos oficiais, mais confirmadas, ou menos, facto parece ser que já não há como desapegar do “ver para crer”.

A este jornal foi avançado o dia 9. No dia seguinte, o Jornal Tribuna de Macau trazia dia 16 como data mais certa, aquela que, agora, parece que será mesmo a data “oficial” para a bola começar a rolar. Mas o sorteio dos campeonatos só se realiza hoje… confuso.

Ninguém gosta de dar informações erradas, mesmo que não seja responsável pelas mesmas e tenha tido confirmação de fonte oficial, mas quem menos sofre nestes episódios são certamente os jornalistas. Questiono-me o que sentem dirigentes, equipas técnicas e jogadores sobre a organização dos campeonatos do território.

Senão vejamos: temos equipas que investem forte no futebol. Contratam jogadores estrangeiros a quem pagam salários, casa e viagens. Mas é nesta incerteza de quando irá começar a competição que se vêem obrigados a planear a preparação da época, decidir a data de vinda dos praticantes, marcar treinos, jogos e por aí.

Não sei se é inédito. Mas não consigo encontrar explicação para que o sorteio das competições e a data oficial de início de um campeonato onde tanto se investe, sejam anunciadas, ao que tudo indica, a duas semanas do início. O que poderá explicar a situação? Arrisco: nada.

A Associação de Futebol pode e deve organizar-se melhor. O ano passado foi a surpresa da alteração dos regulamentos, também “em cima do joelho”, como se costuma dizer, que deixou os clubes sem margem de manobra quando já tinham contratado jogadores fazendo contas a estrangeiros e locais que no fim saíram furadas.

Houve também a gestão da desistência de equipas na Liga de Elite, acabando por imperar a decisão de jogar o campeonato com nove equipas. Numa competição que precisa de um “empurrão” para melhorar e ganhar mais músculo, o número ímpar só veio adiar um ano aquilo que muitos esperam e alguns trabalham para alcançar: dar ao primeiro escalão mais alguma competitividade e interesse.

Este ano os dirigentes parecem não ter aprendido com os erros do passado. As desculpas são sempre as de mau pagador. A dificuldade na marcação de campos, a gestão das datas e dos relvados disponíveis (que são tantos…) com o Instituto do Desporto. Para mim, e tenho a certeza que para muitos, não servem.

Com este tipo de trabalho, agora reconduzido para mais um mandato, não vale a pena investir mais. Não vale a pena querer catapultar o futebol local com jogadores de qualidade e tentar imprimir mais competitividade.

Com esta organização, que nem o sorteio e a data oficial do arranque do campeonato consegue oferecer com tempo adequado aos clubes para se prepararem, não há Liedson que resolva o futebol em Macau.

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